Voa Barato

República Democrática do Congo

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Informação geral

Situado a norte de Angola a República Democrática do Congo tem uma superfície de aproximadamente 2.345.000 Km2 (cinco vezes a França). Não existindo estatísticas fiáveis, calcula-se entre 50 e 70 milhões o número de habitantes. O país divide-se em províncias para as quais é nomeado um governador pelo Presidente da República.
As cidades mais importantes são Kinshasa (capital), Lubumbashi e Kisangani. A ligação do país ao oceano Atlântico é feita por uma pequena região que divide o território de Angola e Cabinda. Nela encontra-se o porto de Matadi.

Endereços úteis:

Condições de segurança
Muito deficientes. Não são aconselhadas deslocações dentro do país.
Em Kinshasa, deverá deslocar-se sempre acompanhado/a devido ao elevado risco de assalto e mesmo de violação em caso de senhoras.

Polícia de Intervenção Rápida – Telefone: 8802187
Emergência Médica (privada) – Telefone: 8950305

Regime de entrada e estada
É necessária a obtenção de visto junto de uma Embaixada deste país. Os portadores de passaportes com vistos do Ruanda, Uganda e Burundi podem ser alvo de longos interrogatórios.
Boletim de vacinas: é obrigatória a vacina contra a febre amarela.
É proibido tirar fotografias.

Para mais informações, deverão os interessados dirigir-se à Secção Consular da Embaixada da República Democrática do Congo em Lisboa, sita na Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 31-7º, 1050, telefone: 21.352.28.95

Línguas
No país fala-se o Francês, o Lingala e Kikongo.

Condições climáticas
Clima tropical: quente e húmido durante a estação da chuva (Setembro-Maio). A estação seca é mais fresca (Maio a Setembro).

Transportes
Infra-estruturas rodoviárias muito degradadas. Rede de estradas é reduzida e encontra-se debilitada pela divisão militar do país e falta de manutenção. Circular fora das cidades não é aconselhável, apesar das dificuldades relativas aos numerosos controlos administrativos terem praticamente desaparecido. Contudo, subsistem as carências médicas em caso de acidente e a cobertura de riscos pela única companhia de seguros é muito problemática.
É possível alugar carros em Kinshasa.

O aeroporto de Kinshasa é servido por várias companhias aéreas com destino ao estrangeiro. Para a Europa existem ligações com a SN (Bruxelas) e Air France (Paris). Existem igualmente ligações para outros destinos no continente africano como Adis Abeba, Nairobi, Luanda e Joanesburgo.
As linhas internas congolesas são servidas por companhias que figuram todas na "lista negra" da União Europeia. Os acidentes por elas protagoizados secedem-se com consequências cada vez mais graves (27 em 2007)
As formalidades aduaneiras são algo complicadas pelo que se aconselha ter apoio logístico.
Rede de caminho de ferro é muito reduzida e não apresenta condições de segurança para viagens. Transportes urbanos não existem.

Transporte fluvial existe em Kinshasa para fazer a ligação com Brazzaville, capital da República do Congo.

Cuidados de saúde
A deficiente situação sanitária deverá ser considerada, em caso de deslocação a este país.
Bastante reduzidos e mal equipados. As clínicas privadas de confiança são poucas e muito dispendiosas. Risco de Malária. O paludismo, as infecções intestinais, SIDA, e outras doenças sexualmente transmissíveis são, juntamente com a sinistralidade rodoviária, os principais factores de risco que ameaçam o viajante imprudente.
Assistiu-se recentemente a um surto de cólera no Katanga (sudeste). Não há conhecimento de casos na capital da província de Lubumbashi.
Foram reconhecidos focos de peste localizados no Ituri (nordeste do país), no eixo Bunia - Lotho.

A Organização Mundial de Saúde assinalou uma importante epidemia de febre tifóide em bairros como Kimbanseke, Kikimi, Ndjili e Masina, situados nos arredores de Kinshasa.
Em consequência, é vivamente aconselhada a vacina contra a febre tifóide antes de viajar para este país.
Deve adoptar medidas de higiene alimentar, consumindo apenas água ou bebidas engarrafadas abertas à frente do próprio. Não consumir alimentos crus ou pouco cozinhados, gelo e frutos que não foram previamente descascados em boas condições.
De regresso torna-se fortemente aconselhável consultar um médico especialista se surgirem sinais infecciosos, não esquecendo nunca de mencionar uma recente estadia na República Democrática do Congo, em caso de consulta após o regresso a Portugal.

É recomendável a vacinação contra a cólera, Tifo, Tétano, Meningite, Hepatite A e B. Desde Novembro de 1999 têm ocorrido surtos de febre hemorrágica. É obrigatória a vacina contra a Febre-amarela.
Consulte o seu médico antes de viajar
É aconselhável o recurso a um seguro internacional de saúde que permita a evacuação em caso de doença grave ou desastre.

Em Kinshasa quatro centros hospitalares, dirigidos por cidadãos europeus, são particularmente frequentados pela comunidade expatriada:
- O CMK (Centre Médical de Kinshasa), dirigido pelo Dr. Roblin, 168 avenue Wagenia e rue du Commerce, telefone: 89.50.300;
- O CPU (Centre Privé d'Urgence) é igualmente dirigido pelo Dr. Roblin. Instalado nos locais do CMK, rue du Commerce, dispõe da melhor assistência da cidade a nível de urgências. Este centro funciona apenas por inscrição, pelo que se torna necessário aos cidadãos portugueses residentes em Kinshasa efectuarem previamente a sua inscrição. Membros, temporariamente em Kinshasa, de familiaresinscritos poderão aderir pelo período da estadia;
- A clínica do Dr. Lelo, gerida pela Dra. Chantal Lelo Di Yanika, 15 avenue du Kasaï Barumbu. telefone: 88.44.043 e 081.33.292;
- O centro médico de Monkole, dirigida pelo Dr. Yannick Vincendeau, 4804 Avenue Ngafani, Kinshasa - Mont Ngafula, telefone: 89.24.426.

Moeda local e Sistema Bancário
Moeda oficial é o Franco Congolês (CDF) que não se pode obter no estrangeiro. O dólar americano circula, podendo igualmente trocar-se Euros por moeda local nos bancos e casa de câmbio. A taxa de câmbio, actual, oscila entre os 500 CDF e 560 CDF por 1 dólar.
O sistema bancário é frágil não existindo rede ATM e não sendo aceites cartões de crédito. Em regra geral, é impossível efectuar pagamentos por carta bancária na República Democrática do Congo, exceptuando nos hotéis de categoria elevada (Grand Hôtel e Memling) ou em agências de viagens como a Air France, a SN Brussels e a Icare Travel.
É fortemente desaconselhado passar cheques a um desconhecido.

É conveniente o viajante munir-se de USD, moeda para efectuar pagamentos nos hotéis, restaurantes e comércio diverso, onde são facilmente aceites ou para comprar Francos congoleses. O euro começa a ser utilizado.

Contudo, em caso de necessidade, a existência de vários correspondentes da Western Union permite receber com rapidez, mandatos (balcão da "Banque Comerciale du Congo" (BCDC), filial do banco belga "Belgolaise").

Comunicações
A rede de telecomunicações baseia-se no recurso a telemóveis com várias empresas a prestarem serviços de boa qualidade que permitem o contacto com a Europa. Os anos de 2000 e 2001 conheceram um desenvolvimento considerável dos sistemas celulares nas cidades de Kinshasa, Matadi, Lubumbashi e Mbuji Mayi. Os principais operadores e fornecedores são os seguintes:
OCPT (público) (prefixo 12), STARCEL (prefixo 88), AFRITEL (prefixo 78), OASIS (prefixo 89), CELTEL (prefixo 98 e 99) e VODACOM (prefixo 81).
A rede fixa não funciona. Não há acordos de roaming com Portugal mas qualquer telemóvel português desbloqueado funciona com simms das empresas locais.

Fonte: http://www.secomunidades.pt/


 

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